Quais são os riscos do tártaro em cachorros?

Assim como os seres humanos, os cachorros também podem desenvolver algumas doenças bucais. Entre elas, está o tártaro, muito comum e que provavelmente você já deve ter ouvido sobre.
O que é particularmente prejudicial nisso, é que é mais difícil de diagnosticar. Isso porque muito dificilmente os donos param para olhar as bocas dos seus cães. Mesmo quem olha, normalmente não consegue identificar se há algo de errado ou não.
Se ele não for identificado e tratado logo, pode causar uma série de problemas no cachorro, inclusive a longo prazo. Fígado, rins, coração e intestinos podem ser prejudicados. Além disso, pode ocasionar problemas para comer e até a queda dos dentes.

Como identificar o tártaro

É claro que o mais indicado é que um profissional de medicina veterinária faça o diagnóstico. Somente um veterinário poderá dizer com certeza se é ou não.
Ainda assim, é importante que você saiba interpretar os sinais, para pelo menos conseguir suspeitar da presença ou não do tártaro. Caso contrário, dificilmente vai ter a ideia de levar para uma avaliação veterinária. E quando dizemos veterinário, queremos falar do profissional formado, e não da equipe de banho e tosa, hein?
Vamos pensar inicialmente como é o tártaro em humanos. Você sabe? É bem simples! Ele aparece quando a higienização não é feita de modo correto. Também é conhecido por cálculo dentário.
Nesse caso, resíduos se acumulam na boca e, com o tempo, levam à formação de algumas placas bacterianas. Não sendo tratado, começam a surgir gengivites, seguido de problemas mais sérios, que podem afetar vários órgãos do corpo.
No caso do seu amigo de quatro patas, a ideia é a mesma. Ou seja, se não for tratado logo, você corre o risco de ter uma emergência que tenha que levá-lo ao veterinário urgência. Infelizmente, pode ter afetado o corpo de modo que não tenha mais como curar, somente cuidar dos sintomas clínicos.
Como os cachorros não têm o mesmo senso e a mesma consciência de higienização que nós, seres humanos, temos de estar sempre atentos para os sinais que aparecem. Por isso, veja com constância como está a boca dele para avaliar se é preciso ou não levar a um veterinário especialista.

• Mau hálito é um sintoma comum e inicial
• Muita salivação
• Feridas na região bucal
• Gengivas avermelhadas, inflamadas
• Dentes com manchas escuras
• Base dos dentes com uma espécie de capa que é dura e amarelada ou marrom
• Anormalidade de espaçamento entre os dentes
• Dificuldade para mastigar

Como prevenir o tártaro no meu cachorro?

A melhor medida é começar a prevenir, já que ver o seu amigão sofrer nunca é legal. Por isso, selecionamos algumas dicas:
• Ele deve comer apenas alimentos para cães
• Se estiver habituado a comida humana, ela deve ser natural e passar pela supervisão de um veterinário
• Ter escova e pasta de dentes próprios para o animal
• A pasta de dentes não deve ser de modo algum a de humanos, que faz mal ao cão – existe produto para pet shop específico, com a dose certa de substâncias
• Escove os dentes dele periodicamente, de preferência cerca de 3 vezes semanais (converse com um profissional para ter certeza de cada caso).

Conhecendo os tratamentos para o tártaro em cães

Infelizmente o seu cão não aprendeu ainda a escovar os dentes por conta própria, não é mesmo? Então como fazer para não deixar isso acontecer? Se já aconteceu, como tratar?
Mesmo que você tenha olhado a boca dele e esteja em dúvida, o diagnóstico definitivo deve ser sempre feito em clínica veterinária, com um profissional. Leve o seu pet lá no caso de aparecimento dos sintomas.
Temos de ter em mente, antes de tudo, que os graus de tártaro variam. Há aqueles que são mais ou menos avançados. Por exemplo, se a capa dura na base dos dentes está mais amarelada, é provável que seja um problema menor; se está mais duro e de coloração marrom, pode ser um caso avançado.
Com base no grau é que são feitos os tratamentos. Casos mais leves devem ter tratamentos menores, até mesmo com remédios que você pode ler sobre o funcionamento no bulário. Em casos mais graves, pequenos procedimentos cirúrgicos são indicados em boa parte dos casos.
Entre as medidas, estão a escovação de dentes, a limpeza do tártaro e o chamado tratamento periodontal. Esse último, em caso avançado, é que exige operações nos dentes. Procure sempre alguém que esteja acostumado.
Com essas indicações, em suma, você deve ter notado que o tártaro pode ser sim um risco sério para a saúde do seu cachorro. É importante treinar a sua percepção para saber se existe a possibilidade de isto estar acontecendo ou não. Olhe para ele periodicamente.
Se achar necessário, leve a uma clínica veterinária. Produtos para pets especiais, como pastas específicas, podem ajudar na prevenção.

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